Aspectos a ter em conta:
Momentos do jogo a trabalhar
Objectivo geral
Objectivo específico
Critério de êxito
Estratégia para o uso de feedbacks
Tempo
Material
Exemplo
Momento do jogo: Organização e Transição ofensiva.
Objectivo geral: Tomada de decisão no processo de construção de jogo ofensivo em organização. Com e sem bola. Tomada de decisão na movimentação em transição ofensiva.
Objectivo específico: Movimentação do avançado (em organização e em transição) e ligação dessa movimentação com as penetrações dos extremos e médios. Timing para soltar a bola em situação de transição (vantagem numérica).
Critério de êxito: Número de desiquilibrios conseguidos pela movimentação do avançado. Mesmo quando não tocando na bola, permitiu espaço para os colegas desiquilibrarem. Número de linhas de passe diferentes (sobre a sua direita e esquerda) que o portador da bola tem a cada instante. Em organização não explora apenas a profundidade, mas também baixa para apoio frontal, arrastando marcação e permitindo a entrada do extremo do corredor oposto ao da bola na zona entre central que fica e lateral. Dá linha de passe sobre o exterior se estiver próximo do extremo, permitindo as penetrações de um interior na zona do avançado. Em transição desmarca para o corredor da bola, enquanto o extremo conduz na direcção do corredor central, fixando o defesa antes de tomar a decisão.
Forma: GR+8x10+GR. (Ataque organizado x Transição ofensiva).
Condicionantes. Ataque organizado joga com 2 centrais, sempre no meio campo defensivo. Trinco, médios interiores, extremos e avançado. Só os centrais e trinco do ataque organizado defendem. Ataque organizado depois de recuperar a bola, tem de faze-la entrar no seu meio campo defensivo, permitindo a reorganização defensiva da equipa da transição. Na equipa da transição os extremos e o avançado não defendem. A equipa da transição tem 10 segundos para finalizar após cada recuperação de bola.
Feedback: Direccionado somente para os objectivos específicos. Utilizado como reforço. Prescritivos e descritivos.

11 comentários:
Mister, e aqueles 6x5 que faziamos (organização / Transição). Fizemos tanta vez aquilo que de não sermos capazes de trocar 3x seguidas a bola, passámos a jogar de olhos fechados! Brutal. Nem era preciso levantar a cabeça do chão. O jogo fluía com uma qualidade e velocidade invulgar para aquele nível. Goleadas atrás de goleadas!
Isto é apenas um exemplo. O que destacaria é mesmo a questão de todo o treino ser táctico. Os objectivos têm de ser tácticos. E não treinar em separado a técnica, o físico e depois um bocado de táctica, como já se ouviu por aí.
O Fisico e a técnica surgem associados ao táctico!
acrescentada uma condicionante ao post inicial.
Podem adicionar o blogue "Golo de Placa" (http://golodeplaca.blogspot.com) à vossa "Lista de Blogues". Claro que repetiria o mesmo processo na minha página...
Aguardando resposta,
golodeplaca@gmail.com
Integração de factores.
Muito bom!
Em que espaço se desenrola o exercicíco?
A "transição ofensiva" não tem limite de toques porque tem apenas 10 segundos para finalizar, certo? Mas era uma condicionante válida para os objectivos do exercico?
campo todo! Por norma não gosto de limitações de toques pq nem sp se deve soltar rápido. Acho que prejudica a tomada de decisao. Mas, é certo que em muitos momentos é vantajoso e ajuda a equipa a jogar melhor. E conheço exemplos práticos disso.
Por exemplo, na transiçao nc colocaria limite de toques pq quem leva a bola em vantagem númerica tem de fixar o defesa. Se o defesa for recuando para ganhar tempo esperando os colegas, o portador da bola tem de dar mais toques...se o limito ele vai decidir mal.
Também já vos adicionei à minha Blogroll.
Boas!
Acho o exercício interessante, mas não percebi o porquê de uma equipa ser de transição e outra de ataque organizado. Não podia ser equipa de transição e ao fim dos 10 segundos, se não tivesse finalizado a equipa passava para ataque organizado?
E porque não entram os laterais no ataque organizado?
Cumprimentos!
Essas decisões dependem depois do teu modelo de jogo e do objectivo q tens para o exercicio.
Tb acho q os laterais devem entrar (c é obvio) no ataque organizado. Se n os coloquei nest exemplo foi pq tinha o objectivo mais centrado no comportamento do avançado nos momentos em q eles não sobem. n há que querer tudo de uma vez. Mas sem duvida q os laterais podem e devem participar e q tal deve ser treinado.
Dás uma possibilidade. Outra será a troca de grupos. Quem tá na transição vai para a organizaçao e vice versa.
Gostei da forma como o exercício está organizado e descrito e sei, por experiência que terá sucesso... mas, e os restantes jogadores do plantel? só 18 é que jogam... se tiver mais 20 jogadores de campo o que farias com eles (p ex 1 central e 1 ala)? Outra situação, pq n poderia entrar um dos laterais na equipa q defende? ou adequa-se ao plano estratégico em função da forma como o adversário joga?
São tudo variáveis possíveis. Este era só um exemplo. No fundo o q se pretendia enfatizar é a necessidade da forma jogada estar presente no treino. Com condicionantes em relação ao que pretendemos, mas exercicios sempre ou qs, sobre forma jogada c objectivos tacticos.
Ainda deve haver quem ponha os jogadores dois a dois a passarem uns para os outros, para treinar o passe (sem objectivo tactico), e coisas assim.
Os trab dos que ficam de fora depende sempre das condições do clube... mas, talvez seja possível fazer uma rotação sem q ng tenha de ficar tempo excessivo fora da tarefa principal.
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